sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Uma entrega e recolha de evolução humana



    Jack Brelians, nascido em Coimbra, 1989, Sr. ruela por natureza, mudo-me para Lisboa com 10 anos onde sigo o ritual que tinha até então, percorrer todas as ruas da cidade e perder-me numa esquina a ouvir o fado. Gosto das histórias da rua do tempo da guerra colonial e do ditador, gosto de ouvir o xico-esperto, que com a mão no bolso, lá conta as suas tangas. Das senhoras atentas que cuidam do bairro e dos sem-abrigo que procuram o que comer.
    Procuro no Bairro Alto as Jams que me enchem a alma, e de mais uma história de partilhar tantas outras. Se me perguntassem como sou, a minha resposta só poderia ser:

                   "Sou um cigarro e um copo de vinho, sou uma entrega e recolha de evolução humana"


     Ou simplesmente um puto charila que ainda brinca de sorrir que não leva demasiado a sério o mundo onde está, que prefere o universo que tem dentro de si, do que a montra enganadora que é o exterior. Ainda assim confia e ainda assim ama. Mas já só ama para se sentir vivo, já só ama para ter sentimento, que quando canta, humm quando canta nota-se a dor de um amor esquecido.
       Filho de um caixeiro-viajante conhece Portugal de lês a lês e sabe que o olhar de um Português não é comparável com outro em lugar nenhum no mundo onde já esteve.
        E tem uma dificuldade imensa de falar sobre ele próprio então usa a 3ª pessoa quando necessário. Não usa capas e tenta ser verdadeiro,

mas para filho da puta, filho da puta e meio!
Jack Brelians

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Friends

"Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliações, tanto perigo 
Eis que ressurge noutro o velho amigo 
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado 
Com olhos que contêm o olhar antigo 
Sempre comigo um pouco atribulado 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano 
Sabendo se mover e comover 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..."VInicius de Moraes

Hoje escrevo ao amigo, porque hoje houve mais uma desilusão. A viagem trouxe-me um amigo de volta mais forte do que nunca, mas depressa mandou um outro embora. Provavelmente o amigo que parte não é amigo, mas nem sempre é assim, conta a vivência de dois amigos rompida com atitudes.. 
Deparo-me com uma barbaridade, a minha melhor amiga não era virtualmente amiga e outros que tanto se dizem amigos e que não passam de meros virtuais seres humanos manchados de limites e de imposições eram. Quero comigo quem me conhece e sabe ver. Porque eu quero conhecer e saber ver quem me rodeia quero aprender mais, ver mais ensinar e concluir. Hoje vai-se um amigo, recebe-se tantos outros..

Renato Cruz & C. thank you for your friendchip this post its for you!

Porque há muito boa gente com atitudes de merda..


Jack Brelians

Só por ela existir!

"Somos o avesso um do outro. Quando duvidas, paras, e eu sigo em frente. Quando tens medo, eu tenho vontade; quando sonhas, eu pego nos teus sonhos e torno-os realidade, quando te entristeces, fechas-te numa concha e eu choro para o mundo; quando não sabes o que queres, esperas e eu escolho; quando alguém te empurra, tu foges e eu deixo-me ir.
Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Tu proteges-me, acalmas-me, ouves-me e ajudas-me a parar. Eu puxo por ti, sacudo-te e ajudo-te a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz." - Margarida Rebelo Pinto

Quanto o oposto se atrai o suposto desaparece, o mundo eloquece. O sentido muda e a piramide direitinha de personalidade contruida com todo o cuidado, aquela mascara cortada e pintada à medida, a fila do dominó montada para não cair. De nada serviu o trabalho. Entrada de um reboliço de acontecimentos a piramide se desmorona a mascara parte e empurrasse o dominó num circuito de causa e efeito onde tudo o que existia em volta começa a cair e que confusão. 





A orientação desvanece, desaparece a realidade só por ela existir!




Jack Brelians