Sento-me..
O olhar perdido, de onde todos os caminhos não chegaram de
lição. Onde toda a fortuna não chegou, onde tanta sorte não foi suficiente.
Este meu olhar perdido em busca de algo, de alguém, de mim.
Click.. puff!
Fugindo de qualquer mão, de qualquer ligação. Continuo a autodestruição,
infligindo-me com 4720 substâncias de prazer. Um fumo poético, avassalador.
Um fumo de dor.
Hey fumo,
tu sempre me
acalmaste, protegeste-me da ansiedade e fingiste a minha solidão com a tua
companhia. Não esqueço os momentos de espera contigo. De quando me salvaste do incómodo
de chegar ao pé de um grupo de desconhecidos.
As nossas noites de álcool até de manhã. O prazer depois do
prazer, foste tu. Um amor louco, que se auto destrói ao longo dos anos. Não
rompendo a relação mesmo quando já não é bom.
Resistindo a todos os avisos dos amigos e da família.
Chegaste a ser a
primeira coisa que me lembrava quando acordava. Muitas vezes a última e até nas
noites de insónia lá estavas tu.
Não me permitiste ter os meus próprios sentimentos,
privaste-me da ansiedade e do desconforto da vida. Separaste de mim, e os meus
olhos não param de me tentar encontrar.
Sem rancores, peço-te por favor não me mates já.
Escrevia se pudesse um livro para ti, demónio..
Uma musa do mal.
Obrigado,
Adeus fumo.
Jack Brelians

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