quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A métrica Real





Como podes saber da tua pequenez.
Sem fita métrica ou objectivo comparativo.
Se te medes olhando para os pés.
Vais ser sempre um ser pequenino.

Se procuras num ecrã, a tua lição.
O virtual não trás emoção é um vazio maior do que o teu. 
Ilusão, que não busca rendição,
São pedaços sem sabores.
 Onde os pecados e os louvores é mera opinião.

Lugar de inverdades.

Tenho saudades, quando era um pequeno príncipe da realeza.
De quando a ignorância me protegia da tristeza.  

Quem me dera, ai quem me dera que o tempo não me mata-se. Que a ansiedade fosse apenas paz. 

Para poder saborear o que me resta, longe do papel de troca, do papel da moca, do papel social.


É tudo mutável, menos a responsabilidade.
O nosso traço no mundo, a nossa obra,

Que no fundo.
É tudo. 



Jack Brelians


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