quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Virtualidades





Existem alturas na vida em que a sentimos, bombardeados constantemente com virtualidade, ficção e entretenimento não nos damos conta que a realidade é inimitável e do quanto a abstracção se torna impossível em situações de aperto. As vivências assistidas causam uma grande dor, a desilusão de ver os meninos de outra hora iludidos com os seus filmes e series. São chamados ao protagonismo e já confundem o seu papel com a sua verdadeira essência. 

Usa a tua máscara mas nunca te esqueças de quem és! 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Demónios interiores


Sentei à minha mesa
os meus demónios interiores
falei-lhes com franqueza
dos meus piores temores

tratei-os com carinho
pus jarra de flores
abri o melhor vinho
trouxe amêndoas e licores

chamei-os pelo nome
quebrei a etiqueta
matei-lhes a sede e a fome
dei-lhes cabo da dieta

conheci bem cada um
pus de lado toda a farsa
abri a minha alma
como se fosse um comparsa

E no fim, já bem bebidos
demos abraços fraternos
de copos bem erguidos
brindámos aos infernos saíram de mansinho
aos primeiros alvores
Fizeram-se ao caminho
sem mágoas nem rancores

Adeus, foi um prazer!
disseram a cantar
mantém a mesa posta
porque havemos de voltar


Completo



Só Ficarei contente quando
Noticiarem a Morte das Plantas
Quando se importarem
A não permanecerem no sono.

Quando se sentir a necessidade
De estar acordado
Parar, deixar os pensamentos de lado
De andar atarefado

Tanta Opinião que já ninguém se questiona
Tanta distracção que já ninguém quer a resposta.
Algo está errado.
E não é o Homem do lado, alguém vive descansado?

Sempre esteve cá, agora acorda
Sem discussão, perdes a pergunta, a resposta
És!

  Não existe mais medo!