Inalas a morte a cada trago.
Chamas o teu final,
Apodrecendo os dentes de vergonha.
Que a tua vivência fez parte de uma sociedade que prometeu cuidar.
Mas que te vendeu ilusões tóxicas.
Acelerando a tua dependência. Em tudo o que consumimos.
Fazemos parte de uma grande empresa. Onde o nosso trabalho é consumir.
Engolir Toxinas até drogas nos sejam vendidas evoluindo à total dependência. A tua vida depende do Estado.
Como nos deixamos manipular?
Sou empurrado para a pressão. De pressão a pressão. Chega a depressão. A Rainha da melancolia. Da solidão e abandono. Manda-me ao chão com o seu manto negro de óleo das petrolíferas mais ricas do mundo. Denso, pesado. Tentas respirar. Mas a bolha de ar acumula e não consegues gritar, falar. Os teus braços no limite da sua força, são frustração.
A cada movimento um sabor a vergonha.
Não te mexes preguiçoso?
Não vais ser ninguém nesta vida. És a vergonha da minha cara.
Eu já desisti dele.
Morte à persona!
Jack Brelians


