segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Morte à persona





Inalas a morte a cada trago.

Chamas o teu final,

Apodrecendo os dentes de vergonha.
Que a tua vivência fez parte de uma sociedade que prometeu cuidar.
Mas que te vendeu ilusões tóxicas.
Acelerando a tua dependência. Em tudo o que consumimos.

Fazemos parte de uma grande empresa. Onde o nosso trabalho é consumir.
Engolir Toxinas até drogas nos sejam vendidas evoluindo à total dependência. A tua vida depende do Estado.

Como nos deixamos manipular?

Sou empurrado para a pressão. De pressão a pressão. Chega a depressão. A Rainha da melancolia. Da solidão e abandono. Manda-me ao chão com o seu manto negro de óleo das petrolíferas mais ricas do mundo. Denso, pesado. Tentas respirar. Mas a bolha de ar acumula e não consegues gritar, falar. Os teus braços no limite da sua força, são frustração. 

A cada movimento um sabor a vergonha. 

Não te mexes preguiçoso?

Não vais ser ninguém nesta vida.                                            És a vergonha da minha cara. 
Eu já desisti dele.

Morte à persona!



Jack Brelians

Longe da sombra da materialidade



Vibrante dentro de mim
Vem este impulso de rebentar de me degolar.
Exaustão do ataque, da pressão, da dor.

Se ninho houvesse e nada que me impedisse,
De lá não saía, 
Me enrolava, perdido dentro de mim.
A minha única companhia. 
Eterna comigo.

E eu a vê-la, a exprimi-la, essa finita persona. 
Esse eterno eu.
Quero ficar num sonho. Longe da sombra da materialidade.
Numa fantasia comigo, onde não entram demónios.
Mas esses presentes sempre presentes, quando não me apanham no presente. 
Projectando, fingindo participando. De cabeça baixa. 



Sinto partido, apagaram-me os traços.


Jack Brelians

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A métrica Real





Como podes saber da tua pequenez.
Sem fita métrica ou objectivo comparativo.
Se te medes olhando para os pés.
Vais ser sempre um ser pequenino.

Se procuras num ecrã, a tua lição.
O virtual não trás emoção é um vazio maior do que o teu. 
Ilusão, que não busca rendição,
São pedaços sem sabores.
 Onde os pecados e os louvores é mera opinião.

Lugar de inverdades.

Tenho saudades, quando era um pequeno príncipe da realeza.
De quando a ignorância me protegia da tristeza.  

Quem me dera, ai quem me dera que o tempo não me mata-se. Que a ansiedade fosse apenas paz. 

Para poder saborear o que me resta, longe do papel de troca, do papel da moca, do papel social.


É tudo mutável, menos a responsabilidade.
O nosso traço no mundo, a nossa obra,

Que no fundo.
É tudo. 



Jack Brelians


domingo, 4 de novembro de 2018

Bem-nascido

delicadeza amabilidade airosidade elegância esbelteza garbo garbosidade gentileza afabilidade agradocomplacência cordialidade cortezia favor fineza galanteio lisonja meiguice obséquio polidez urbanidade atrativoaprazimento atraente donaire encanto engodo formosura graça interesse negaça pendor propensão seduçãosimpatia tendência beleza boniteza excelência galhardia graciosidade lindeza louçania magnificência perfeiçãovenustidade bizarria bravura denodo jactância ostentação valentia bondade benevolência benignidade bonomiabrandura caridade clemência condescendência doçura filantropia mercê atenção cavalheirismo civilidadecortesia debilidade educação finura fragilidade fraqueza galanteria macieza mimo suavidade sutileza tratochiste distinção elegancia faceirice quindim alinho aticismo garridice galantaria obrigação obsbqijiosidadedesempeno generosidade polimento sociabilidade longanimidade nobreza magnanimidade

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É recebida a gentileza, como acto de fraqueza, como acto de desconfiança ou de engate.
Não se é moderno sem a rigidez de um herói, sem um vencedor.
Uma engrenagem interessante num mundo moderno competindo que segue ralhando entre si.
Conversas de surdos mudos.

Não resta pingo de atenção.
Falam todos de tudo ninguém se ouve com tanto ruído.

E se te reconhecem como sendo gentil, em vez de vil.
Foste enfraquecido pelas opiniões, recebes espanto. 


É para desconfiar, não é verdadeiro, ou mal intencionado ou sorrateiro.
É manhoso, espera algo.


Homem que é Homem cheira a cavalo.



Jack Brelians


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