Vibrante dentro de mim
Vem este impulso de rebentar de me degolar.
Exaustão do ataque, da pressão, da dor.
Se ninho houvesse e nada que me impedisse,
De lá não saía,
Me enrolava, perdido dentro de mim.
A minha única companhia.
Eterna comigo.
E eu a vê-la, a exprimi-la, essa finita persona.
Esse eterno eu.
Quero ficar num sonho. Longe da sombra da materialidade.
Numa fantasia comigo, onde não entram demónios.
Mas esses presentes sempre presentes, quando não me apanham no presente.
Projectando, fingindo participando. De cabeça baixa.
Sinto partido, apagaram-me os traços.
Jack Brelians

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