segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Morte à persona





Inalas a morte a cada trago.

Chamas o teu final,

Apodrecendo os dentes de vergonha.
Que a tua vivência fez parte de uma sociedade que prometeu cuidar.
Mas que te vendeu ilusões tóxicas.
Acelerando a tua dependência. Em tudo o que consumimos.

Fazemos parte de uma grande empresa. Onde o nosso trabalho é consumir.
Engolir Toxinas até drogas nos sejam vendidas evoluindo à total dependência. A tua vida depende do Estado.

Como nos deixamos manipular?

Sou empurrado para a pressão. De pressão a pressão. Chega a depressão. A Rainha da melancolia. Da solidão e abandono. Manda-me ao chão com o seu manto negro de óleo das petrolíferas mais ricas do mundo. Denso, pesado. Tentas respirar. Mas a bolha de ar acumula e não consegues gritar, falar. Os teus braços no limite da sua força, são frustração. 

A cada movimento um sabor a vergonha. 

Não te mexes preguiçoso?

Não vais ser ninguém nesta vida.                                            És a vergonha da minha cara. 
Eu já desisti dele.

Morte à persona!



Jack Brelians

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